Archive for category HISTORIA DA CAPOEIRA

Augustus Earle & Capoeira

Augustus Earle “Negroes fighting. Brazils” (Negros combatendo. Brasils)

Augustus Earle nasceu na Inglaterra dentro de uma família de artistas oriunda
dos Estados Unidos de America do Norte, em 1793. Dotado de talento natural,
ele já participou de exposição na Académia na idade de 13 anos.
Logo depois de completado o curso de artes, ele resolveu viajar, primeiramente
no mar Mediteraneo, depois nos Estados Unidos de America, e aos 27 anos, para
América do Sul. Depois de breve estadia no Peru, ele desembarcou em janeiro de
1821 no Rio de Janeiro. Ele permaneceu no Brasil até fevereiro de 1824. Durante
aqueles três anos, ele sempre foi um artista independante, sem vinculação oficial.
Ele entregou alguns dos seus trabalhos para Maria Graham, que se valeu destes
como ilustração do seu Journal of a Voyage to Brazil, and Residence there during
the years 1821, 1822, 1823
, London:1824. (Jornal de uma Viagem ao Brasil, e
de uma Residencia lá durantes os anos…). A não for este livro, as obras brasileiras
de Earle nunca foram impressas. A Biblioteca Nacional de Australia detém uma
pequena coleção destas; é onde Earle viajou ao sair do Brasil. O resto da obra é
dispersa.

http://www.capoeira-palmares.fr/histor/earle_pt.htm

Slave Market, Rio de Janeiro, Brazil, 1820s




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In the list of plates of Graham’s book, this scene is captioned, “Val Longo, or slave market at Rio”; street scene showing slave children and adults and European buyers and sellers. The engraving is derived from a painting made by the English painter Augustus Earle (1793-1838); he lived in Rio de Janeiro from 1820 until 1824 and executed a number of paintings focusing on slavery (see Earle, on this website).

Source
Maria Graham [Lady Maria Callcott], Journal of a voyage to Brazil and residence there, during part of the years 1821, 1822, 1823 (London, 1824), facing title page. (Copy in the John Carter Brown Library at Brown University; also, Library of Congress, Prints and Photographs Division, LC-USZ62-97201)

http://hitchcock.itc.virginia.edu/Slavery/detailsKeyword.php?keyword=Augustus%20Earle&recordCount=7&theRecord=0

Slave Market, Pernambuco, Brazil, 1820s


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Engraving captioned, “Gate & Slave Market at Pernambuco” (Alternate title in list of plates is “View of Count Maurice’s Gate at Pernambuco, with the slave market”). Street scene shows slaves waiting to be sold, surrounded by Europeans. The engraving is derived from a painting made by the English painter Augustus Earle (1793-1838) who lived in Rio de Janeiro from 1820 until 1824. The 1824 Royal Academy annual exhibition catalogue identifies this painting as: “Gate of Pernambuco, in Brazil, with new negroes. The police ordering the slaves to be housed, on account of an attack made on one of the out-posts by the patriots, in 1821. Painted in Brazil. Augustus Earle, Esq. H[onorary].” During his stay in Brazil, Earle executed a number of paintings focusing on slavery (thanks to Sarah Thomas for her assistance; see Earle, on this website).

Source
Maria Graham [Lady Maria Callcott], Journal of a Voyage to Brazil, and Residence there during . . . 1821, 1822, 1823 (London, 1824), opposite p. 107. (Copy in the John Carter Brown Library at Brown University; also, Library of Congress, Prints and Photographs Division, LC-USZ62-97202)

Dance, Brazil, ca. 1820-24


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Water color on paper titled “Negro fandango scene, Campo St. Anna, Rio de Janeiro”; shows men, women, and children dancing; musical instruments (e.g., drums), people with pottery vessels, fruit. Augustus Earle, an English painter, lived in Rio de Janeiro from 1820 to 1824.

Source
Painted by Augustus Earle (1793-1838); original in National Library of Australia, Canberra (nla.pic-an2822606)

Slaves Fighting, Brazil, ca. 1820-24


Source
Painted by Augustus Earle (1793-1838); original in National Library of Australia, Canberra (nla.pic-an2822650)

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Water color on paper titled “Negroes fighting, Brazils.” Although the word “fighting” is in the artist’s title, the men’s body movements are those of Capoeira (see image reference NW0171 on this website). Several onlookers are shown, including a woman carrying an infant, and a white policeman/soldier approaching the scene; note the drum shown by the seated man, the source of music for this performance. Augustus Earle, an English painter, lived in Rio de Janeiro from 1820 to 1824.

Public Whipping, Brazil, ca. 1820-24


Source
Painted by Augustus Earle (1793-1838); original in National Library of Australia, Canberra (nla.pic-an2822614)

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Water color on paper titled “Punishing Negroes at Cathabouco [i.e., Calabouco], Rio de Janeiro”; shows unclothed black man tied to stake, being whipped by another black supervised by a white man. Augustus Earle, an English painter, lived in Rio de Janeiro from 1820 to 1824.

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Carybé

Desenhos maravilhosos de capoeira por caribé:

Carybé – Arte de Paixão pela Bahia e a Cultura Afro-brasileira

Hector Julio Páride Bernabó, apelido Carybé, nasceu no dia 7 de fevereiro de 1911 em Lanús, um pequeno município da província de Buenos Aires localizado na zona sul da grande Buenos Aires. Foi pintor, ilustrador, gravador, desenhista, ceramista, escultor e muralista, pesquisador, históriador e jornalista, Argentino naturalizado e radicado no Brasil. 

Carybé veio para o Brasil no ano de 1919, ainda menino, morar no Rio de Janeiro.
A paixão pela arte, um dom natural, também comum a seu irmão, o ceramista Arnaldo Bernabó.
Estudou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Nova Iorque.
Carybé produziu cerca de cinco mil trabalhos entre esboços, esculturas, pinturas, desenhos e ilustrações. Ilustrou livros de autores consagrados como: Jorge Amado, Gabriel García Lorca, Mário de Andrade, Pierre Verger, entre outros.
Carybé atuou também nas artes cinematográficas, foi figurante e diretor artístico, fez os desenhos de cenas do filme ‘O Cangaceiro’, de Lima Barreto. Foi autor e co-autor de vários livros, e publicou a íconografia dos deuses africanos no candomblé da bahia.
Em 1950, Carybé se estabelece em Salvador, Bahia, pois tinha arrumado um emprego que para ele era um presente dos deuses, desenhar as cenas da Bahia. Passa então a fazer parte do movimento de renovação das artes plásticas. Era um apaixonado pela cultura Afro-Brasileira, o Candomblé, tanto que era obá de Xangô, inclusive foi durante uma seção de candomblé, no dia 2 de outubro de 1997 que teve um ataque cardíaco e morreu.
Carybé era um cidadão da cidade de Salvador, título que demonstra o carinho, a admiração e o respeito do povo da Bahia.
No Museu Afro-Brasileiro de Salvador encontra-se uma parte da obra do artista, composta de 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia, confeccionadas em madeira de cedro e entalhadas e encrustadas de materiais diversos.
Carybé, não foi um artista muito premiado, gostava de pintar, mas não gostava de fazer exposições e nem de dar entrevistas. Era um homem alto, elegante, o mais baiano dos estrangeiros, dono de uma arte inigualável e que tinha a Bahia e os deuses africanos como grandes paixões e orgulho.
Casado com a Argentina Nancy durante cinquenta anos, com quem teve dois filhos: Ramiro, artista plástico e Solange, uma biológa. Segundo sua família, Carybé era um homem de muita fé. Ele costumava dizer que era um “branco suspeito”, devido sua grande proximidade e admiração pelos valores do candomblé da Bahia.

“Sou amoroso e devoto da religiosidade afro-brasileira, de seus deuses modestos e humanos, que hoje se defrontam com estes deuses contemporâneos, terríveis e vorazes, que são a tecnologia e a ciência”

Segundo seu ilustre amigo Jorge Amado, ninguém melhor do que Carybé retratou e amou os valores culturais da Bahia de maneira mais verdadeira.

“Os outros podem reunir dados físicos e secos, violentar o segredo com suas máquinas fotográficas e os gravadores e fazer em torno dele maior ou menor sensacionalismo, a serviço dos racismos mais diversos, mas apenas Carybé e ninguém mais poderia preservar os valores do candomblé da Bahia.”

Obras de Carybé – Seu Universo Mítico

Carybé – “Festa do Pilão de Oxalá”; desenho da série Iconografia dos Deuses Africanos

Carybé – “Índios Guerreiros”; painel no edifício Campo Grande (Salvador, BA)

Carybé – “A morte de Alexandrina” (1939); óleo sobre tela

Carybé – “Bahia” (1971); óleo sobre tela

Carybé, Baiana – óleo sobre madeira

“Oxum”; desenho da série Iconografia dos Deuses Africanos

Xilogravura do álbum “Sete Lendas Africanas da Bahia” (1979)

“Cristo na Coluna” (1966); desenho em nanquim sobre papel

O escritor baiano, seu grande amigo, em um de seus versos integrantes da Cantiga de capoeira para Carybé, traça bela descrição da relação de Carybé com a cultura baiana:
[...] A paisagem, a poesia e o mistério da Bahia,
ê, ê camarado, e de quem é?
É de Carybé, camarado,Ê camarado, ê…

Mais:

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Geraldo Vandré – hora de lutar

“capoeira vai lutar

já cantou e já dançou

não pode mais esperar…

não há mais o que falar

cada um dá o que tem

capoeira vai lutar…

vem de longe, não tem pressa

mas tem hora p’ra chegar

já deixou de lado sonhos

dança, canto e berimbau

abram alas, batam palmas capoeira vai levantar

quem sabe da vida espera dia certo p’ra chegar

capoeira não tem pressa

mas na hora vai lutar…”

Geraldo Vandré, hora de lutar

http://es.scribd.com/doc/6820106/Camille-Adorno-a-arte-da-Capoeira

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Mauro Duarte & Paulo Cesar Pinheiro, Jogo De Angola

“no tempo em que o negro chegava

fechado em gaiola

nasceu no brasil

quilombo e quilombola

e todo dia

negro fugia

juntando a curriola

de estalo de açoite, de ponta de faca

e zunido de bala

negro voltava p’ra argola

no meio da senzala

e ao som do tambor primitivo

berimbau, maraca e viola

negro gritava: abre ala! vai ter jogo de angola”

mauro duarte & paulo cesar pinheiro, jogo de angola

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Missa dos quilombos

O CAMINHO DA CAPOEIRA

“em nome do deus de todos os nomes
javé, obatalá, olorum, oió.
em nome de deus, que a todos os homens
nos faz da ternura e do pó.
em nome do povo que espera
na graça da fé, à voz do xangô
o quilombo páscoa que o libertará.
em nome do povo sempre deportado
pelas brancas velas no exílio dos mares
marginalizados no cais, nas favelas e até nos altares.
em nome do povo que fez seu palmares,
que ainda fará palmares de novo
palmares, palmares, palmares do povo.”
missa dos quilombos

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O Caminho Da Capoeira & Camille Adorno

Capoeira é luta, jogo e dança. brincadeira de movimentos perigosos executados com graça, malícia e muitos rituais. Dança negra em que prevalece a agilidade da esquiva e a esperteza da fuga. os pés que deslizam sobre o chão podem desferir golpes fatais: de repente, ante os olhos surpresos do adversário, o gesto rápido. o ataque fulminante. então, prostrado, o inimigo se dá conta de que foi vítima da mandinga. isto, se ainda tiver vida… essa dança – enquanto forma de expressão corporal – possui uma linguagem onde cada gesto significa e representa idéias e sentimentos, emoções. sensações. o jogo da capoeira é a síntese da dança. a sua essência, disfarçada em brinquedo: vadiação; distração de quem busca extravasar cada função interior nos gestos exteriores. nessa dança se manifesta a tradição milenar da cultura negra de reverenciar as origens, cada vez que se repetem gestos ancestrais,. renovados: o jogo da capoeira é um vínculo com antepassados que praticaram os mesmos atos. a habilidade, agilidade e destreza do capoeira estão expressos com astúcia no balanço dos braços, no arremesso oportuno dos pés, no meneio desconcertante do tronco, na harmonia de todo o corpo em gestos circulares que não perdem a continuidade – como se fora um ininterrupto perambular pelo círculo, em estreita ligação com o solo. A capoeira consiste numa dança onde o emprego dos movimentos arriscados – dado à circunstância de camuflar possível contenda – envolve os participantes e contagia quem assiste. a natureza dúplice de luta disfarçada em brincadeira dá forma a um jogo de movimentos combinando objetividade e precisão no ataque com defesas velozes, originais, em que o corpo é utilizado no limite dos recursos de elasticidade e flexibilidade muscular, compondo assim uma bela plástica humana em gestos despojados, naturais, numa estranha dança do perigo. É ainda mais a dança da capoeira: o contato com o chão, intenso como o vínculo dos filhos com a mãe terra,. que envolve e protege, gera e alimenta a vida, acolhendo a dança que é também em seu louvor. A postura respeitosa dos capoeiras uns com os outros, para com o jogo, o “chão”, o berimbau e o atabaque, se explica no propósito maior da dança: unir. ligar estreitamente, como as mãos que se apertam ao final de cada jogo, na saudação dos camarás. Nas rodas do jogo a luta da capoeira é um brinquedo guerreiro, uma diversão entre camaradas unidos na mesma luta, irmãos no combate da cidadania. quando o jogo degenera em luta explícita, já não ocorre a capoeira. o objetivo da luta é tornar o capoeira senhor de si mesmo e integrado ao grupo: é no recesso da comunidade que ocorre o aprendizado e a prática do jogo, de forma coletiva e fraterna. e, se às vezes isto não acontece, não se pode falar em capoeira na plenitude; quando muito em adestramento nos movimentos básicos, de forma desvinculada dos objetivos e fundamentos da arte. o ponto alto da luta sempre foi resistir: contra o preconceito, a discriminação disfarçada; contra oportunistas e aproveitadores astuciosos que se apropriam dos valores da nossa cultura e tentam adulterá-la, fazendo isto de tal forma que ao negro é mesmo vedado o acesso à manifestação que deram origem. o jogo da capoeira é a luta de resistência de um povo que sempre reagiu à dominação das elites que detêm o poder: a luta da capoeira é insubordinação, é subversão, é reação, mais que nunca reafirmando os principal valor do homem: liberdade.Luta negra. presente no cotidiano dos morros, terreiros, favelas, praças e ruas. companheira do trabalho e diversão das feiras e festas, acompanhando o negro em qualquer ambiente social.

http://es.scribd.com/doc/6820106/Camille-Adorno-a-arte-da-Capoeira

 

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Origem da capoeira e Albano de Neves e Souza e Luís da Câmara Cascudo

Origem da capoeira

A existência da Capoeira resulta da longa luta por reconhecimento cultural travada ao longo dos quatro séculos de cativeiro. E o termo capoeira, nome dos guerreiros das capoeiras e de sua estranha forma de luta, que tornava homens desarmados capazes de enfrentar e vencer vários adversários, corporifica ainda hoje nos jovens praticantes do século XXI . Assim é que a luta dos africanos e seus descendentes afro-brasileiros subsiste no jogo da Capoeira.

A respeito das origens remotas da Capoeira

é interessante transcrever Albano de Neves e Souza, que escreveu de Luanda, Angola, a Luis da Câmara Cascudo, afirmando: “Entre os Mucope do sul de Angola, há uma dança da zebra N’Golo, que ocorre durante a Efundula, festa da puberdade das raparigas, quando essas deixam de ser muficuemas, meninas, e passam à condição de mulheres, aptas ao casamento e à procriação. O rapaz vencedor do N’Golo tem o direito de escolher esposa entre as novas iniciadas e sem pagar o dote esponsalício. O N’Golo é a Capoeira.”

Em seguida, Albano de Neves e Souza passa a expor sua teoria a respeito da evolução do N’Golo no Brasil: Os escravos das tribos do sul que foram através do entreposto de Benguela levaram a tradição de luta de pés. Com o tempo, o que era em princípio uma tradição tribal foi-se transformando numa arma de ataque e defesa que os ajudou a subsistir e a impor-se num meio hostil”.

http://es.scribd.com/doc/231574/Origem-da-Capoeira

Albano de Neves e Souza

http://africanegra.multiply.com/photos/album/104/ALBANO_NEVES_E_SOUSA

Albano Neves e Sousa (Albano Silvino Gama de Carvalho das Neves e Sousa) nasceu em 1921 em Matosinhos, Portugal. Fez o curso do liceu em Luanda, Angola. Faleceu em Salvador, em 11 de maio de 1995. Além de pintor, era também poeta e soube retratar como ninguém as belezas do povo e da terra de Angola, a sua grande paixão. A sua obra pode ser vista em países como Brasil, Portugal, Espanha, África entre outros. O resultado de seu trabalho vinha das inúmeras viagens que fez e dos desenhos acompanhados por anotações que não deixavam que a memória de tudo o que via se perdesse no tempo.

Jorge Amado, em texto dedicado ao catálogo de uma das exposições do pintor, o definiu como um artista completo, apaixonado e exigente. Segundo Amado, Neves e Sousa incorporou-se à vida baiana de corpo e alma, não sabia guardar distância, viver isolado, sozinho. Era um ser solidário, um criador de arte nascida da intimidade com o povo.

http://coresepalavras.blogspot.com/2007/10/pinturas-de-albano-neves-e-sousa.html

Mais:

http://www.salvadorcorreia.com/nevesesousa/anacoreta.html

Luís da Câmara Cascudo

Luís da Câmara Cascudo (Natal, 30 de dezembro de 1898 — Natal, 30 de julho de 1986) foi um historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro.


Passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O Instituto de Antropologia desta universidade tem seu nome. Pesquisador das manifestações culturais brasileiras, deixou uma extensa obra, inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Entre seus muitos títulos destacam-se: Alma patrícia (1921), obra de estréia, Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971) foram editadas postumamente. Quase chegou a ser demitido por estudar figuras folclóricas como o lobisomem.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo

Livros

001 – Alma Patrícia, critica literária – Atelier Typ. M. Vitorino, 1921
002 – Histórias que o tempo leva – Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (out. 1923), 1924.
003 – Joio
– crítica e literatura – Of. Graph. d’A Imprensa, Natal (jun), 1924
004 – Lopez do Paraguay – Typ. d’A República, 1927
005 – Conde d’Eu – Ed. Nacional, 1933
006 – O homem americano e seus temas – Imprensa Oficial, Natal, 1933
007 – Viajando o sertão – Imprensa Oficial, Natal, 1934
008 – Em memória de Stradelli – Livraria Clássica, Manaus, 1936
009 – O Doutor Barata – Imprensa Oficial, Bahia, 1938
010 – O Marquês de Olinda e seu Tempo – Ed. Nacional, S. Paulo, 1938
011 – Governo do Rio Grande do Norte
– Liv. Cosmopolita, Natal, 1939.
012 – Vaqueiros e Cantadores
– (Globo, 1939) – Ed. Itatiaia, S. Paulo, 1984.
013 – Antologia do Folclore Brasileiro – Martins Editora, S. Paulo, 1944
014 – Os melhores contos populares de Portugal – Dois Mundos, 1944
015 – Lendas brasileiras – 1945
016 – Contos tradicionais do Brasil – (Col. Joaquim Nabuco), 1946 – Ediouro
017 – Geografia dos mitos brasileiros – Ed. José Olímpio, 1947. 2ª edição, Rio, 1976.
018 – História da Cidade do Natal
– Prefeitura Mun. do Natal, 1947
019 – Os holandeses no Rio Grande do Norte – Depto. Educação, Natal, 1949
020 – Anubis e outros ensaios – (Ed. O Cruzeiro, 1951), 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
021 – Meleagro
– Ed. Agir, 1951 – 2ª edição, Rio, 1978
022 – Literatura oral no Brasil
– Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978
023 – Cinco livros do povo
– Ed. José Olímpio, 1953 – 2ª edição, ed. Univ. UFPb, 1979.
024 – Em Sergipe del Rey – Movimento Cultural de Sergipe, 1953
025 – Dicionário do Folclore Brasileiro
– INL, Rio, 1954 – 3ª edição, 1972
026 – História de um homem – (João Câmara) – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
027 – Antologia de Pedro Velho – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
028 – História do Rio Grande do Norte
– MEC, 1955
029 – Notas e documentos para a história de Mossoró – Coleção Mossoroense, 1955
030 – Trinta “estórias” brasileiras – ed. Portucalense, 1955
031 – Geografia do Brasil Holandês – Ed. José Olímpio, 1956
032 – Tradições populares da pecuária nordestina –MA-IAA n.9, Rio, 1956
033 – Jangada – MEC, 1957
034 – Jangadeiros – Serviço de Informação Agrícola, 1957
035 – Superstições e Costumes – Ed. Antunes & Cia, Rio, 1958
036 – Canto de Muro
– Ed. José Olímpio, (dez. 1957), 1959
037 – Rede de dormir
– MEC (1957), 1959 – 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
038 – Ateneu Norte-Rio-Grandense – Imp. Oficial, Natal, 1961
039 – Vida breve de Auta de Souza – Imp. Oficial, Recife, 1961
040 – Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil – PUC, Porto Alegre, 1963 – 2ª edição Fundação José Augusto (FJA), Natal, 1979
041 – Dois ensaios de História – (Imprensa Oficial Natal, 1933 e 1934) Ed. Universitária, 1965
042 – História da República do Rio Grande do Norte – Edições do Val, Rio, 1965
043 – Made in África – Ed. Civilização Brasileira, 1965
044 – Nosso amigo Castriciano – Imp. Universitária, Recife, 1965
045 – Flor dos romances trágicos
– Ed. Cátedra, Rio, 1966 – 2ª ed. Cátedra/FJA, 1982
046 – Voz de Nessus – Depto. Cultural, UFPb, 1966
047 – Folclore no Brasil – Fundo de Cultura, Rio, 1967 – 2ª edição, FJA, Natal;, 1980
048 – História da alimentação no Brasil
– Ed. Nacional ( 2 vol) fev. 1963), 1967, (col. Brasiliana 322 e 323) – 2ª ed. Itatitaia, 1983
049 – Jerônimo Rosado (1861-1930) – ed. Pongetti, Rio, 1967
050 – Seleta, Luís da Câmara Cascudo – Ed. José Olímpio, Rio, 1967 – org. por Américo de Oliveira Costa. – 2ª Ed. 1972.
051 – Coisas que o povo diz – Bloch, 1968
052 – Nomes da Terra
– Fundação José Augusto, Natal, 1968
053 – O tempo e eu
– Imp. Universitária – UFRN, 1968
054 – Prelúdio da cachaça
– IAA, (maio, 1967), 1968
055 – Pequeno manual do doente aprendiz – Ed. Universitária – UFRN, 1969
056 – Gente viva – Ed. Universitária UFPe, 1970
057 – Locuções tradicionais no Brasil
– UFPE, 1970 – 2ª edição, MEC, Rio, 1977
058 – Ensaios de etnografia brasileira – INL, 1971
059 – Na ronda do tempo
– Ed. Universitária, UFRN, 1971 (livro biográfico)
060 – Sociologia do Açúcar – MIC – IAA, 1971. Coleção Canavieira n. 5
061 – Tradição, ciência do povo – Perspectiva, S. Paulo, 1971
062 – Ontem
– (maginações) – Ed. Universitária UFRN, 1972
063 – Uma História da Assembléia Legislativa do RN – FJA, 1972
064 – Civilização e cultura
(2 volumes) – MEC/Ed. José Olímpio, 1973
065 – Movimento da independência no RN – FJA, 1973
066 – O Livro das velhas figuras – (6 vol.) – 1, 1974; 2, 1976; 3, 1977; 4, 1978; 5, 1981; 6, 1989 – Inst. Histórico e Geográfico do RN
067 – Prelúdio e fuga do real – FJA, 1974
068 – Religião no povo – Imprensa Universitária, UFPb, 1974
069 – História dos nossos gestos – Ed. Melhoramentos, 1976
070 – O Príncipe Maximiliano no Brasil – Kosmos editora, 1977
071 – Antologia da alimentação no Brasil – Livros Técnicos e Científicos ed., 1977
072 – Três ensaios franceses – FJA, 1977 (do Motivos da Literatura Oral da França no Brasil, Recife, 1964 – Roland, Mereio e Heptameron)
073 – Mouros e Judeus – Depto. de Cultura, Recife, 1978
074 – Superstição no Brasil
– Itatiaia, S. Paulo, 1985

Plaquetes

075 – Da poesia popular narrativa no Brasil – Universidade Nacional do México, 1971
076 – Ás de Vila Diogo – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
077 – Assunto gago – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
078 – Ceca e Meca – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
079 – O morto no Brasil – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
080 – Água do Lima no Capibaribe – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
081 – Visão do Folclore Nordestino – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
082 – Uma nota sobre o cachimbo inglês – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
083 – Folclore nos Autos Camoneanos – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
084 – Divórcio no talher – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
085 – A cozinha africana no Brasil – Publicações do Museu de Angola, Luanda, 1964
086 – Ancha es Castilla! – Academia de Ciências de Lisboa, 1967
087 – Três notas brasileiras – Junta Distrital de Lisboa, 1970
088 – Conferência (Tricentenário dos Guararapes) – Arquivo Público, Recife, 1949
089 – A função dos arquivos – Arquivo Público Estadual, Recife, 1956
090 – Desplantes – Revista do Arquivo Municipal – S.Paulo
091 – Paróquias do Rio Grande do Norte – Depto. Imprensa, Natal, 1955
092 – A família do Padre Miguelinho – Coleção Mossoroense, 1960
093 – Ateneu Norte-Riograndense – Coleção “Juvenal Lamartine”, Natal, 1961
094 – Breve História do Palácio da Esperança – Depto. Imprensa, Natal, 1961
095 – A vaquejada nordestina e sua origem – FJA, 1976
096 – Mitos brasileiros – Cadernos de Folclore n. 6, MEC, 1976
097 – Paliçadas e gases asfixiantes entre os indígenas da América do Sul – Ed. Biblioteca do Exército, 1961
098 – Versos (Lourival Açucena) – Typ. A República, Natal, 1927
099– A Carnaúba – in Revista Brasileira de Goegrafia, p. 159 – IBGE, 1964
100 – Alexander Von Humboldt – 1969
101 – Natal – (Revista Potyguar), 1939 – Coleção Mossoroense, 199l
102 – Caraúbas, Assu e Santa Cruz – (Revista Potiguar, 1938), Coleção Mossoroense, 1991
103 – Paróquias do Rio Grande do Norte – Depto. Imprensa, 1955 – Coleção Mossoroense, 1992
104 – Três poemas de Walt Whitman – Imprensa Oficial, Recife, 1957 – Coleção Mossoroense, 1992
105 – Mossoró e Moçoró – Coleção Mossoroense, 1991 – Consultando São João – Depto. Imprensa, Natal, 1949
106 – No caminho do avião… Notas de reportagem aérea (1922-1933) – EDUFRN, 2007
107 – A Casa de Cunhaú – Gráfica do Senado, lançamento previsto para 2008.

Mais plaquetes e outras publicações

108 – O mais antigo marco colonial do Brasil – 1934
109 – Intencionalidade no descobrimento do Brasil – Natal, 1935
110 – O homem americano e seus temas – Natal, 1935
111 – Uma interpretação da couvade – São Paulo, 1936
112 – Conversas sobre a hipoteca – São Paulo, 1936
113 – Os índios conheciam a propriedade privada – São Paulo, 1936
114 – O brasão holandês no Rio Grande do Norte – 1936
115 – Notas para a história do Ateneu – Natal, 1937
116 – O marquês de Olinda e o seu tempo – São Paulo, 1938
117 – Peixes no idioma tupi – Rio de Janeiro, 1938
118 – Governo do Rio Grande do Norte – Natal, 1939
119 – Informação de história e etnografia – Recife, 1940
120 – O nome potiguar – Natal, 1940
121 – O povo do Rio Grande do Norte – Natal, 1940
122 – As lendas de Estremoz – Natal, 1940
123 – Fanáticos da serra de João do Vale – Natal, 1941
124 – O presidente parrudo – Natal, 1941
125 – Seis mitos gaúchos – Porto Alegre, 1942
126 – Sociedade Brasileira de Folclore – 1942
127 – Lições etnográficas das Cartas Chilenas – São Paulo, 1943
128 – Antologia do folclore brasileiro – São Paulo, 1944
129 – Os melhores contos populares de Portugal – Rio de Janeiro, 1944
130 – Simultaneidade de ciclos temáticos afro-brasileiros – Porto, 1948
131 – Tricentenário de Guararapes – Recife, 1949
132 – Gorgoncion; estudo sobre amuletos – Madri, 1949
133 – Consultando São João – Natal, 1949
134 – Ermet Mell’Acaia e la consulta degli oracoli – Nápoles, 1949
135 – O folclore nos autos camponeanos – Natal, 1950
136 – Custódias com campainhas – Porto, 1951
137 – Conversa sobre direito internacional público – Natal, 1951
138 – Os velhos estremezes circenses – Porto, 1951
139 – Atirei um limão verde – Porto, 1951
140 – Com Dom Quixote no folclore brasileiro – Rio de Janeiro, 1952
141 – A mais antiga igreja do Seridó – Natal, 1952
142 – O fogo de 40 – Natal, 1952
143 – O poldrinho sertanejo e os filhos do vizir do Egito – Natal, 1952
144 – Tradicion de un cuento brasileño – Caracas, 1952
145 – História da imperatriz Porcina – Lisboa, 1952
146 – A origem da vaquejada do nordeste brasileiro – Porto, 1953
147 – Álguns jogos infantis no Brasil – Porto, 1953
148 – Casa dos surdos – Madri, 1953
149 – Contos de encantamento – 1954
150 – Contos exemplares – 1954
151 – No tempo em que os bichos falavam – 1954
152 – Comendo formigas. Rio de Janeiro – 1954
153 – Os velhos caminhos do Nordeste – Natal, 1954
154 – Cinco temas do Heptameron na literatura oral – Porto, 1954
155 – Pereira da Costa, folclorista – Recife, 1954.
156 – Lembrando Segundo Wanderley – Natal, 1955
157 – Notas sobre a paróquia de Nova Cruz – Natal, 1955
158 – Leges et consuetudines nos costumes nordestinos – Havana, 1955
159 – História do município de Santana do Matos – Natal, 1955
160 – Vida de Pedro Velho – Natal, 1956
161 – Comadre e compadre – Porto, 1956
162 – Tradições populares da pecuária nordestina – Rio de Janeiro, 1956
163 – Universidade e civilização – Natal, 1959
164 – A noiva de arraiolos – Madri, 1960
165 – Temas do Mireio no folclore de Portugal e Brasil – Lisboa, 1960
166 – Conceito sociológico do vizinho – Porto, 1960
167 – Etnografia e direito – Natal, 1961
168 – Grande fabulário de Portugal e Brasil – Lisboa, 1961
169 – Motivos da literatura oral da França no Brasil – Recife, 1964
170 – Prelúdio e fuga – Natal, 1966
171 – Voz de Nessus (inicial de um Dicionário brasileiro de superstições) – Paraíba, 1966
172 – Mouros, franceses e judeus; três presenças no Brasil – Rio de Janeiro, 1967

Outras traduções e anotações

173 – Açucena, Lourival. Versos reunidos. 1920
174 – Montaigne e o índio brasileiro. São Paulo, 1940. Tradução e notas do capítulo ‘Des caniballes’, dos Essais
175 – Koster, Henri. Viagens ao Brasil. São Paulo, 1942. Tradução e notas
176– Viagens ao Nordeste do Brasil – Henry Koster (tradução comentada) Estado de Pernambuco, 1942 e 2ª ed. 1978
177 – Harrt, Charles Frederick. Os mitos amazônicos da tartaruga. 1952
178 – Romero, Sílvio. Cantos populares do Brasil. Rio de Janeiro, 1954. Introdução e notas.
179 – Romero, Sílvio. Cantos populares do Brasil. 2
180 – Barbosa, Domingos Caldas. Poesia. 1958
181 – Nobre, Antônio. Poesia. 1959
182 – Melo Moraes Filho. Festas e tradições populares do Brasil. Belo Horizonte, 1979. Revisão e notas
183 – Melo Moraes Filho. Os ciganos e cancioneiro dos ciganos. Belo Horizonte, 1981. Revisão e notas.

Inéditos

184 – História da literatura norte-riograndense
185 – História do município do Ceará-Mirim
186 – História do Rio Grande do Norte para as escolas
187 – História da carnaúba
188 – Nomes de ruas e praças da cidade do Natal
189 – O livro dos patronos
190 – Brazilian Folk-lore
191 – J. Poranduba Amazonense, de Barbosa Rodrigues
192 – Mitologia indígena do Amazonas, de Charles Frederick Hartt

Livros SOBRE Câmara Cascudo

01 – Viagem ao Universo de Câmara Cascudo – Américo de Oliveira Costa, 1969
02 – Luís da Câmara Cascudo: cinquenta anos de vida intelectual; 1918-1968; bibliografia anotada – Zila Memede, 1970
03 – Uma Câmara vê Cascudo – Carlos Lyra
04 – Luís da Câmara Cascudo – Sua Vida e Sua Obra. Homenagem do Instituto Histórico e Geográfico do RN. Ed. Pongetti, 1969
05 – Mensagens de Câmara Cascudo e Cosme Lemos – Volume I – Thadeu Villar de Lemos. Pongetti Rio de Janeiro, 1972
06 – Câmara Cascudo – um brasileiro feliz – Diógenes da Cunha Lima, 1978 (1a edição), 1993 (2a edição), 1998 (3a edição)
07 – De como Câmara Cascudo se tornou um autor consagrado – Sônia Maria Fernandes Ferreira Clima, 1986
08 – Luís da Câmara Cascudo e a Batalha da Cultura – Raimundo Soares de Brito. Coleção Mossoroense Mossoró, 1986
09 – I Painel sobre Vida e Obra de Câmara Cascudo – Romildo Teixeira de Azevedo .Centro Norte-Riograndense, Brasília/DF, 1988
10 – Saturnino, Cascudo e o Clube dos Inocentes – José Melquíades de Macedo, 1992
11 – Lembranças do meu avô – Newton Cascudo Roberti Leite. Coleção Mossoroense – Série C – Volume 795, 1992
12 – Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo – Veríssimo de Melo (Organização). Villa Rica, Belo Horizonte, 1991
13 – Modernismo – Anos 20 no Rio Grande do Norte – Humberto Hermenegildo de Araújo. EDUFRN, 1995
14 – Luís da Câmara Cascudo – Bibliografia comentada; 1968-1995 – Vânia Gicco, 1996
15 – Asas de Sófia – Ensaios Cascudianos – Humberto Hermenegildo de Araújo. Fiern, Sesi, Senai, Iel, Natal/RN, 1998
16 – O Mundo Vivo de Cascudo – Maria de Fátima F. Pimentel. Flama Editora, Natal/RN, 1998
17 – A presença de Câmara Cascudo em Goiás – Seleção e organização de Getúlio Araújo, 1998
18 – Câmara Cascudo – Um Homem Chamado Brasil – Gildson Oliveira. Editora Brasília Jurídica, 1998
19 – As Plantas do Catimbó em Meleagro de Luís da Câmara Cascudo – Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo. Humanitas/FFLCH/USP São Paulo, 1999
20 – Cascudo – Mestre do Folclore Brasileiro – Djalma Maranhão. Sebo Vermelho, 3ª.edição, Natal/RN, 1999
21 – Jasmins do Sobradinho – Cartas de Luís da Câmara Cascudo a João Lyra Filho – Roberto da Silva (org.). Sebo Vermelho Edições , 2000
22 – Presença do Folclorista Câmara Cascudo na Literatura de Cordel – Gutemberg Costa Fundação. Capitania das Artes, Natal/RN, 2000
23 – Rascunhos de História – Estudos sobre Câmara Cascudo e Afonso Arinos de Melo Franco – No. 11 – Diversos PUC-Rio, Depto. de História Rio de Janeiro/RJ, 2001
24 – Luis, toujours lui – Cartas de Câmara Cascudo a Bernard Alléguède – Roberto da Silva (Organização). Sebo Vermelho, Natal/RN, 2002
25 – Dicionário Crítico Câmara Cascudo – Marcos Silva (organizador). Ed. Perspectiva São Paulo/SP, 2003
26 - O Colecionador de Crepúsculos – Anna Maria Cascudo Barreto. Gráfica do Senado, Brasília/DF, 2003
27 – Câmara Cascudo em Portugal – Francisco Fernandes Marinho. Sebo Vermelho, Edições Natal/RN, 2004
28 – Cascudo – Guardião de nossas tradições – Isaura Amélia Rosado Maia (Organização). Coleção Mossoroense, 2004
29 – Flama Serena – Cartas de Luís da Câmara Cascudo a João Lyra Filho – Roberto da Silva (organizador). Sebo Vermelho Edições, 2005
30 – Crônicas de Origem – A cidade de Natal nas crônicas cascudianas dos anos 20 – Raimundo Arrais (Organização). EDUFRN, 2005
31 – De Cascudo para Oswaldo – Oswaldo Lamartine de Faria (organizador). Sebo Vermelho, Edições Natal/RN, 2005
32 – Leituras sobre Câmara Cascudo – Humberto Hermenegildo de Araújo. Idéia, João Pessoa, 2006
33 – Luís da Câmara Cascudo e a questão urbana em Natal – Pedro de Lima. EDUFRN, 2006
34 – Câmara Cascudo – 20 anos de encantamento – Daliana Cascudo (Organização). EDUFRN, 2007
35 – Câmara Cascudo, Dona Nazaré de Souza & Cia. (Guerras do Alecrim) – Marcos Silva, EDUFRN, 2007
36 – Câmara Cascudo: o que é folclore, lenda, mito e a presença lendária dos holandeses no Brasil – André Valério Sales. Ed. Universitária UFPB, 2007
37 – Câmara Cascudo: sua teoria folclórica, o método de pesquisa e sua relação política com as classes populares – André Valério Sales. Ed. Universitária UFPB, 2007
38 – Palavras que silenciam: Câmara Cascudo e o regionalismo-tradicionalista nordestino – Francisco Firmino Sales Neto. Ed. Universitária UFPB, 2008

Outros

01 – Arte e rituais do fazer, do servir e do comer no Rio Grande do Norte – Uma homenagem a Câmara Cascudo. Senac, 2007

http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/index2.htm

    Lendas Brasileiras
    Câmara Cascudo

Ilustração de Martha Pawlowna Schidrowitz

A lenda da Iara

Deitada sobre a branca areia do igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros como seus grandes olhos.

As flores lilases do mururé formam uma grinalda sobre sua fronde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.

Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas do gigante dos rios.

Cai a noite, as rosas e os jasmins saem dos cornos dourados e se espalham pelo horizonte, e ela canta e canta sempre; porém o moço tapuio que passa não se anima a procurar a fonte do igarapé.

Ela canta e ele ouve; porém, comovido, foge repetindo: – “É bela, porém é a morte… é a Iara”.

Uma vez a piracema arrastou-o para longe, a noite o surpreendeu… o lago é grande, os igarapés se cruzam, ele os segue, ora manejando o apucuitaua com uma mão firme, ora impelindo a montaria, apoiando-se nos troncos das árvores, e assim atravessa a floresta, o igapó e o murizal.

De repente um canto o surpreende, uma cabeça sai fora d’água, seu sorriso e sua beleza o ofuscam, ele a contempla, deixa cair o iacumá, e esquece assim também o tejupar; não presta atenção senão ao bater de seu coração, e engolfado em seus pensamentos, deixa a montaria ir de bubuia, não despertando senão quando sentiu sobre a fonte a brisa fresca do Amazonas.

Despertou muito tarde, a tristeza apoderou-se da sua alegria, o tejupar faz seu martírio, a família é uma opressão, as águas, só as águas, o chamam, só a solidão dos igarapés o encanta.

“Iara hu piciana!” Foi pegado pela Iara. Todos os dias, quando a aurora com suas vestes roçagantes percorre o nascente, saudada pelos iapis que cantam nas samaumeiras, encontra sempre uma montaria com a sua vela escura tinta de muruchi, que se dirige para o igarapé, conduzindo o pescador tapuio desejoso de ouvir o canto do aracuã. Para passar o tempo procura o boiadouro de iurará, porém a sararaca lhe cai da mão e o muirapara se encosta. As horas passam-se entregue aos seus pensares, enquanto a montaria vai de bubuia.

O acarequissaua está branco, porém o aracuã ainda não cantou. A tristeza desaparece; a alegria volta, porque o Sol já se encobre atrás das embauleiras da longínqua margem do Amazonas; é a hora da Iara.

Vai remando docemente; a capiuara que sai da canarana o sobressalta; a jaçanã que voa do periantã lhe dá esperanças, que o pirarucu que sobrenada o engana.

De repente um canto o perturba; é a Iara que se queixa da frieza do tapuio.

Deixa cair o remo; Iara apareceu-lhe encantadora como nunca o esteve.

O coração salta-lhe no peito, porém a recomendação de sua mãe veio-lhe à memória: “Taíra não te deixes seduzir pela Iara, foge de seus braços, ela é munusaua”.

O aracuã não cantava mais, e do fundo da floresta saía a risada estrídula do jurutaí.

A noite cobre o espaço, e mais triste do que nunca volta o tapuio em luta com o coração e com os conselhos maternos.

Assim passam-se os dias, já fugindo dos amigos e deixando a pesca em abandono.

Uma vez viram descer uma montaria de bubuia pelo Amazonas, solitária porque o pirassara tinha-se deixado seduzir pelos cantos da Iara.

Mais tarde apareceu num matupá um teonguera, tendo nos lábios sinais recentes dos beijos da Iara.

Estavam dilacerados pelos dentes das piranhas.

http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/iara.htm

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