Augustus Earle & Capoeira

Augustus Earle “Negroes fighting. Brazils” (Negros combatendo. Brasils)

Augustus Earle nasceu na Inglaterra dentro de uma família de artistas oriunda
dos Estados Unidos de America do Norte, em 1793. Dotado de talento natural,
ele já participou de exposição na Académia na idade de 13 anos.
Logo depois de completado o curso de artes, ele resolveu viajar, primeiramente
no mar Mediteraneo, depois nos Estados Unidos de America, e aos 27 anos, para
América do Sul. Depois de breve estadia no Peru, ele desembarcou em janeiro de
1821 no Rio de Janeiro. Ele permaneceu no Brasil até fevereiro de 1824. Durante
aqueles três anos, ele sempre foi um artista independante, sem vinculação oficial.
Ele entregou alguns dos seus trabalhos para Maria Graham, que se valeu destes
como ilustração do seu Journal of a Voyage to Brazil, and Residence there during
the years 1821, 1822, 1823
, London:1824. (Jornal de uma Viagem ao Brasil, e
de uma Residencia lá durantes os anos…). A não for este livro, as obras brasileiras
de Earle nunca foram impressas. A Biblioteca Nacional de Australia detém uma
pequena coleção destas; é onde Earle viajou ao sair do Brasil. O resto da obra é
dispersa.

http://www.capoeira-palmares.fr/histor/earle_pt.htm

Slave Market, Rio de Janeiro, Brazil, 1820s




Comments
In the list of plates of Graham’s book, this scene is captioned, “Val Longo, or slave market at Rio”; street scene showing slave children and adults and European buyers and sellers. The engraving is derived from a painting made by the English painter Augustus Earle (1793-1838); he lived in Rio de Janeiro from 1820 until 1824 and executed a number of paintings focusing on slavery (see Earle, on this website).

Source
Maria Graham [Lady Maria Callcott], Journal of a voyage to Brazil and residence there, during part of the years 1821, 1822, 1823 (London, 1824), facing title page. (Copy in the John Carter Brown Library at Brown University; also, Library of Congress, Prints and Photographs Division, LC-USZ62-97201)

http://hitchcock.itc.virginia.edu/Slavery/detailsKeyword.php?keyword=Augustus%20Earle&recordCount=7&theRecord=0

Slave Market, Pernambuco, Brazil, 1820s


Comments
Engraving captioned, “Gate & Slave Market at Pernambuco” (Alternate title in list of plates is “View of Count Maurice’s Gate at Pernambuco, with the slave market”). Street scene shows slaves waiting to be sold, surrounded by Europeans. The engraving is derived from a painting made by the English painter Augustus Earle (1793-1838) who lived in Rio de Janeiro from 1820 until 1824. The 1824 Royal Academy annual exhibition catalogue identifies this painting as: “Gate of Pernambuco, in Brazil, with new negroes. The police ordering the slaves to be housed, on account of an attack made on one of the out-posts by the patriots, in 1821. Painted in Brazil. Augustus Earle, Esq. H[onorary].” During his stay in Brazil, Earle executed a number of paintings focusing on slavery (thanks to Sarah Thomas for her assistance; see Earle, on this website).

Source
Maria Graham [Lady Maria Callcott], Journal of a Voyage to Brazil, and Residence there during . . . 1821, 1822, 1823 (London, 1824), opposite p. 107. (Copy in the John Carter Brown Library at Brown University; also, Library of Congress, Prints and Photographs Division, LC-USZ62-97202)

Dance, Brazil, ca. 1820-24


Comments
Water color on paper titled “Negro fandango scene, Campo St. Anna, Rio de Janeiro”; shows men, women, and children dancing; musical instruments (e.g., drums), people with pottery vessels, fruit. Augustus Earle, an English painter, lived in Rio de Janeiro from 1820 to 1824.

Source
Painted by Augustus Earle (1793-1838); original in National Library of Australia, Canberra (nla.pic-an2822606)

Slaves Fighting, Brazil, ca. 1820-24


Source
Painted by Augustus Earle (1793-1838); original in National Library of Australia, Canberra (nla.pic-an2822650)

Comments
Water color on paper titled “Negroes fighting, Brazils.” Although the word “fighting” is in the artist’s title, the men’s body movements are those of Capoeira (see image reference NW0171 on this website). Several onlookers are shown, including a woman carrying an infant, and a white policeman/soldier approaching the scene; note the drum shown by the seated man, the source of music for this performance. Augustus Earle, an English painter, lived in Rio de Janeiro from 1820 to 1824.

Public Whipping, Brazil, ca. 1820-24


Source
Painted by Augustus Earle (1793-1838); original in National Library of Australia, Canberra (nla.pic-an2822614)

Comments
Water color on paper titled “Punishing Negroes at Cathabouco [i.e., Calabouco], Rio de Janeiro”; shows unclothed black man tied to stake, being whipped by another black supervised by a white man. Augustus Earle, an English painter, lived in Rio de Janeiro from 1820 to 1824.

Leave a comment

Carybé

Desenhos maravilhosos de capoeira por caribé:

Carybé – Arte de Paixão pela Bahia e a Cultura Afro-brasileira

Hector Julio Páride Bernabó, apelido Carybé, nasceu no dia 7 de fevereiro de 1911 em Lanús, um pequeno município da província de Buenos Aires localizado na zona sul da grande Buenos Aires. Foi pintor, ilustrador, gravador, desenhista, ceramista, escultor e muralista, pesquisador, históriador e jornalista, Argentino naturalizado e radicado no Brasil. 

Carybé veio para o Brasil no ano de 1919, ainda menino, morar no Rio de Janeiro.
A paixão pela arte, um dom natural, também comum a seu irmão, o ceramista Arnaldo Bernabó.
Estudou na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro e em Nova Iorque.
Carybé produziu cerca de cinco mil trabalhos entre esboços, esculturas, pinturas, desenhos e ilustrações. Ilustrou livros de autores consagrados como: Jorge Amado, Gabriel García Lorca, Mário de Andrade, Pierre Verger, entre outros.
Carybé atuou também nas artes cinematográficas, foi figurante e diretor artístico, fez os desenhos de cenas do filme ‘O Cangaceiro’, de Lima Barreto. Foi autor e co-autor de vários livros, e publicou a íconografia dos deuses africanos no candomblé da bahia.
Em 1950, Carybé se estabelece em Salvador, Bahia, pois tinha arrumado um emprego que para ele era um presente dos deuses, desenhar as cenas da Bahia. Passa então a fazer parte do movimento de renovação das artes plásticas. Era um apaixonado pela cultura Afro-Brasileira, o Candomblé, tanto que era obá de Xangô, inclusive foi durante uma seção de candomblé, no dia 2 de outubro de 1997 que teve um ataque cardíaco e morreu.
Carybé era um cidadão da cidade de Salvador, título que demonstra o carinho, a admiração e o respeito do povo da Bahia.
No Museu Afro-Brasileiro de Salvador encontra-se uma parte da obra do artista, composta de 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia, confeccionadas em madeira de cedro e entalhadas e encrustadas de materiais diversos.
Carybé, não foi um artista muito premiado, gostava de pintar, mas não gostava de fazer exposições e nem de dar entrevistas. Era um homem alto, elegante, o mais baiano dos estrangeiros, dono de uma arte inigualável e que tinha a Bahia e os deuses africanos como grandes paixões e orgulho.
Casado com a Argentina Nancy durante cinquenta anos, com quem teve dois filhos: Ramiro, artista plástico e Solange, uma biológa. Segundo sua família, Carybé era um homem de muita fé. Ele costumava dizer que era um “branco suspeito”, devido sua grande proximidade e admiração pelos valores do candomblé da Bahia.

“Sou amoroso e devoto da religiosidade afro-brasileira, de seus deuses modestos e humanos, que hoje se defrontam com estes deuses contemporâneos, terríveis e vorazes, que são a tecnologia e a ciência”

Segundo seu ilustre amigo Jorge Amado, ninguém melhor do que Carybé retratou e amou os valores culturais da Bahia de maneira mais verdadeira.

“Os outros podem reunir dados físicos e secos, violentar o segredo com suas máquinas fotográficas e os gravadores e fazer em torno dele maior ou menor sensacionalismo, a serviço dos racismos mais diversos, mas apenas Carybé e ninguém mais poderia preservar os valores do candomblé da Bahia.”

Obras de Carybé – Seu Universo Mítico

Carybé – “Festa do Pilão de Oxalá”; desenho da série Iconografia dos Deuses Africanos

Carybé – “Índios Guerreiros”; painel no edifício Campo Grande (Salvador, BA)

Carybé – “A morte de Alexandrina” (1939); óleo sobre tela

Carybé – “Bahia” (1971); óleo sobre tela

Carybé, Baiana – óleo sobre madeira

“Oxum”; desenho da série Iconografia dos Deuses Africanos

Xilogravura do álbum “Sete Lendas Africanas da Bahia” (1979)

“Cristo na Coluna” (1966); desenho em nanquim sobre papel

O escritor baiano, seu grande amigo, em um de seus versos integrantes da Cantiga de capoeira para Carybé, traça bela descrição da relação de Carybé com a cultura baiana:
[…] A paisagem, a poesia e o mistério da Bahia,
ê, ê camarado, e de quem é?
É de Carybé, camarado,Ê camarado, ê…

Mais:

Leave a comment

A Arte de Caribé

A Arte de Caribé – Carolina Soares

A Arte de Caribé
Coro: Ê cadê Caribé, e cadê Caribé Que desenhou pra Bimba Lá na ilha de Maré
Quem desenhou pra Bimba Também tem o seu valor Caribé com seu desenho A Bahia encantou
Coro
Caribé alem da arte Também foi estivador Salve Mestre Bimba Por ter visto esse valor
Coro
Olha a volta que o mundo deu Olha a volta que o mundo dá Caribé hoje tem sua história Vamos todos preservar
Coro
Todo ouro tem seu peso Todo peso tem valor Na batida que o gunga marca Vou lembrando o estivador
Coro

Na cadencia da benguela Jogo de dentro, jogo de fora Eu me lembro de Caribé Começando a sua historia Coro Com A escrevo Angola com B o Berimbau Com C é Caribé Com R Regional

Leave a comment

A alegria do vaqueiro è ver a queda do boi

Alegria do vaqueiro è ver a queda do boi
A alegria do vaqueiro è ver a queda do boi
A alegria do velho è dizer quem foi
A alegria do velho è dizer quem foi

Alegria do Vaqueiro

Jackson do Pandeiro

Alegria do vaqueiro é ver a queda do boi
O prazer de quem tá veio
É dizer sempre quem foi (2x)

To véio mas já fui moço
E quando a saudade dá
Quando vejo um bom cavalo
Ou um vaqueiro aboiar
Sinto lágrimas nos olhos
Com vontade de chorar

Alegria do vaqueiro é ver a queda do boi
O prazer de quem tá veio
É dizer sempre quem foi (2x)

Porque me vem na lembrança
O tempo que eu vaquejava
E quando atrás de um garrote
O meu cavalo avançava
Podia botar na lista
Que aquele eu derrubava

Alegria do vaqueiro é ver a queda do boi
O prazer de quem tá veio
É dizer sempre quem foi (2x)

Em cima do meu cavalo
Nunca perdi o aboio
E quando em cima da Serra
Entoava o meu aboio
As moça vinham pra porta
Sorrindo e piscando o oio

Alegria do vaqueiro é ver a queda do boi
O prazer de quem tá veio
É dizer sempre quem foi (2x)

http://letras.terra.com.br/jackson-do-pandeiro/1617169/

Leave a comment

Maculele jurou vingança

Maculelê jurou vingança
Mas que a dança que ele dança é mortal
Maculelê é já folclore
E já foi luta no canavial
Maculelê jurou vingança
Mas que a dança que ele dança é mortal
Maculelê é já folclore
E já foi luta no canavial
Olêlê Maculelê
O Vamos vadiar
Olêlê Maculelê
Lá no canavia

Leave a comment

E Na Hora Ê

Êêêê mas E na hora ê E na hora á
E na hora ê sou de Angola
E na hora ê E na hora á
E na hora ê sou de Angola
E na hora ê E na hora á
E na hora ê dá licença pr’ eu passar
E na hora ê E na hora á
E na hora ê sou de Angola

Leave a comment

Eu disse camarada que eu vinha

Eu disse camarada que eu vinha
Na sua aldeia camarada um dia
Eu disse camarada que eu vinha
Na sua aldeia camarada um dia

,

Leave a comment

Certo dia na cabana um guerreiro

Certo dia na cabana um guerreiro

Certo dia na cabana um guerreiro
Certo dia na cabana um guerreiro
Foi atacado por uma tribo pra vale
Pegou dois paus, saiu de salto mortal
E gritou pula menino, que eu sou Maculele
E pula lá que eu pulo cá
Que eu sou Maculele
E pula lá que eu quero ve
Que eu sou Maculele
E pula eu pula voce
Que eu sou Maculele
E pula lá que eu quero ve
Que eu sou Maculele

Leave a comment

Boa Noite Pra Quem E De Boa Noite

Boa Noite Pra Quem E De Boa Noite

Boa noite pra quem é de boa noite
Bom dia pra quem é de bom dia
A benção meu papai a benção
Maculêlê é o rei da valentia
Boa noite pra quem é de boa noite
Bom dia pra quem é de bom dia
A benção meu papai a benção
Maculêlê é o rei da valentia

Leave a comment

Geraldo Vandré – hora de lutar

“capoeira vai lutar

já cantou e já dançou

não pode mais esperar…

não há mais o que falar

cada um dá o que tem

capoeira vai lutar…

vem de longe, não tem pressa

mas tem hora p’ra chegar

já deixou de lado sonhos

dança, canto e berimbau

abram alas, batam palmas capoeira vai levantar

quem sabe da vida espera dia certo p’ra chegar

capoeira não tem pressa

mas na hora vai lutar…”

Geraldo Vandré, hora de lutar

http://es.scribd.com/doc/6820106/Camille-Adorno-a-arte-da-Capoeira

Leave a comment