Origem da capoeira e Albano de Neves e Souza e Luís da Câmara Cascudo

Origem da capoeira

A existência da Capoeira resulta da longa luta por reconhecimento cultural travada ao longo dos quatro séculos de cativeiro. E o termo capoeira, nome dos guerreiros das capoeiras e de sua estranha forma de luta, que tornava homens desarmados capazes de enfrentar e vencer vários adversários, corporifica ainda hoje nos jovens praticantes do século XXI . Assim é que a luta dos africanos e seus descendentes afro-brasileiros subsiste no jogo da Capoeira.

A respeito das origens remotas da Capoeira

é interessante transcrever Albano de Neves e Souza, que escreveu de Luanda, Angola, a Luis da Câmara Cascudo, afirmando: “Entre os Mucope do sul de Angola, há uma dança da zebra N’Golo, que ocorre durante a Efundula, festa da puberdade das raparigas, quando essas deixam de ser muficuemas, meninas, e passam à condição de mulheres, aptas ao casamento e à procriação. O rapaz vencedor do N’Golo tem o direito de escolher esposa entre as novas iniciadas e sem pagar o dote esponsalício. O N’Golo é a Capoeira.”

Em seguida, Albano de Neves e Souza passa a expor sua teoria a respeito da evolução do N’Golo no Brasil: Os escravos das tribos do sul que foram através do entreposto de Benguela levaram a tradição de luta de pés. Com o tempo, o que era em princípio uma tradição tribal foi-se transformando numa arma de ataque e defesa que os ajudou a subsistir e a impor-se num meio hostil”.

http://es.scribd.com/doc/231574/Origem-da-Capoeira

Albano de Neves e Souza

http://africanegra.multiply.com/photos/album/104/ALBANO_NEVES_E_SOUSA

Albano Neves e Sousa (Albano Silvino Gama de Carvalho das Neves e Sousa) nasceu em 1921 em Matosinhos, Portugal. Fez o curso do liceu em Luanda, Angola. Faleceu em Salvador, em 11 de maio de 1995. Além de pintor, era também poeta e soube retratar como ninguém as belezas do povo e da terra de Angola, a sua grande paixão. A sua obra pode ser vista em países como Brasil, Portugal, Espanha, África entre outros. O resultado de seu trabalho vinha das inúmeras viagens que fez e dos desenhos acompanhados por anotações que não deixavam que a memória de tudo o que via se perdesse no tempo.

Jorge Amado, em texto dedicado ao catálogo de uma das exposições do pintor, o definiu como um artista completo, apaixonado e exigente. Segundo Amado, Neves e Sousa incorporou-se à vida baiana de corpo e alma, não sabia guardar distância, viver isolado, sozinho. Era um ser solidário, um criador de arte nascida da intimidade com o povo.

http://coresepalavras.blogspot.com/2007/10/pinturas-de-albano-neves-e-sousa.html

Mais:

http://www.salvadorcorreia.com/nevesesousa/anacoreta.html

Luís da Câmara Cascudo

Luís da Câmara Cascudo (Natal, 30 de dezembro de 1898 — Natal, 30 de julho de 1986) foi um historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro.


Passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O Instituto de Antropologia desta universidade tem seu nome. Pesquisador das manifestações culturais brasileiras, deixou uma extensa obra, inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Entre seus muitos títulos destacam-se: Alma patrícia (1921), obra de estréia, Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971) foram editadas postumamente. Quase chegou a ser demitido por estudar figuras folclóricas como o lobisomem.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo

Livros

001 – Alma Patrícia, critica literária – Atelier Typ. M. Vitorino, 1921
002 – Histórias que o tempo leva – Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (out. 1923), 1924.
003 – Joio
– crítica e literatura – Of. Graph. d’A Imprensa, Natal (jun), 1924
004 – Lopez do Paraguay – Typ. d’A República, 1927
005 – Conde d’Eu – Ed. Nacional, 1933
006 – O homem americano e seus temas – Imprensa Oficial, Natal, 1933
007 – Viajando o sertão – Imprensa Oficial, Natal, 1934
008 – Em memória de Stradelli – Livraria Clássica, Manaus, 1936
009 – O Doutor Barata – Imprensa Oficial, Bahia, 1938
010 – O Marquês de Olinda e seu Tempo – Ed. Nacional, S. Paulo, 1938
011 – Governo do Rio Grande do Norte
– Liv. Cosmopolita, Natal, 1939.
012 – Vaqueiros e Cantadores
– (Globo, 1939) – Ed. Itatiaia, S. Paulo, 1984.
013 – Antologia do Folclore Brasileiro – Martins Editora, S. Paulo, 1944
014 – Os melhores contos populares de Portugal – Dois Mundos, 1944
015 – Lendas brasileiras – 1945
016 – Contos tradicionais do Brasil – (Col. Joaquim Nabuco), 1946 – Ediouro
017 – Geografia dos mitos brasileiros – Ed. José Olímpio, 1947. 2ª edição, Rio, 1976.
018 – História da Cidade do Natal
– Prefeitura Mun. do Natal, 1947
019 – Os holandeses no Rio Grande do Norte – Depto. Educação, Natal, 1949
020 – Anubis e outros ensaios – (Ed. O Cruzeiro, 1951), 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
021 – Meleagro
– Ed. Agir, 1951 – 2ª edição, Rio, 1978
022 – Literatura oral no Brasil
– Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978
023 – Cinco livros do povo
– Ed. José Olímpio, 1953 – 2ª edição, ed. Univ. UFPb, 1979.
024 – Em Sergipe del Rey – Movimento Cultural de Sergipe, 1953
025 – Dicionário do Folclore Brasileiro
– INL, Rio, 1954 – 3ª edição, 1972
026 – História de um homem – (João Câmara) – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
027 – Antologia de Pedro Velho – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
028 – História do Rio Grande do Norte
– MEC, 1955
029 – Notas e documentos para a história de Mossoró – Coleção Mossoroense, 1955
030 – Trinta “estórias” brasileiras – ed. Portucalense, 1955
031 – Geografia do Brasil Holandês – Ed. José Olímpio, 1956
032 – Tradições populares da pecuária nordestina –MA-IAA n.9, Rio, 1956
033 – Jangada – MEC, 1957
034 – Jangadeiros – Serviço de Informação Agrícola, 1957
035 – Superstições e Costumes – Ed. Antunes & Cia, Rio, 1958
036 – Canto de Muro
– Ed. José Olímpio, (dez. 1957), 1959
037 – Rede de dormir
– MEC (1957), 1959 – 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
038 – Ateneu Norte-Rio-Grandense – Imp. Oficial, Natal, 1961
039 – Vida breve de Auta de Souza – Imp. Oficial, Recife, 1961
040 – Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil – PUC, Porto Alegre, 1963 – 2ª edição Fundação José Augusto (FJA), Natal, 1979
041 – Dois ensaios de História – (Imprensa Oficial Natal, 1933 e 1934) Ed. Universitária, 1965
042 – História da República do Rio Grande do Norte – Edições do Val, Rio, 1965
043 – Made in África – Ed. Civilização Brasileira, 1965
044 – Nosso amigo Castriciano – Imp. Universitária, Recife, 1965
045 – Flor dos romances trágicos
– Ed. Cátedra, Rio, 1966 – 2ª ed. Cátedra/FJA, 1982
046 – Voz de Nessus – Depto. Cultural, UFPb, 1966
047 – Folclore no Brasil – Fundo de Cultura, Rio, 1967 – 2ª edição, FJA, Natal;, 1980
048 – História da alimentação no Brasil
– Ed. Nacional ( 2 vol) fev. 1963), 1967, (col. Brasiliana 322 e 323) – 2ª ed. Itatitaia, 1983
049 – Jerônimo Rosado (1861-1930) – ed. Pongetti, Rio, 1967
050 – Seleta, Luís da Câmara Cascudo – Ed. José Olímpio, Rio, 1967 – org. por Américo de Oliveira Costa. – 2ª Ed. 1972.
051 – Coisas que o povo diz – Bloch, 1968
052 – Nomes da Terra
– Fundação José Augusto, Natal, 1968
053 – O tempo e eu
– Imp. Universitária – UFRN, 1968
054 – Prelúdio da cachaça
– IAA, (maio, 1967), 1968
055 – Pequeno manual do doente aprendiz – Ed. Universitária – UFRN, 1969
056 – Gente viva – Ed. Universitária UFPe, 1970
057 – Locuções tradicionais no Brasil
– UFPE, 1970 – 2ª edição, MEC, Rio, 1977
058 – Ensaios de etnografia brasileira – INL, 1971
059 – Na ronda do tempo
– Ed. Universitária, UFRN, 1971 (livro biográfico)
060 – Sociologia do Açúcar – MIC – IAA, 1971. Coleção Canavieira n. 5
061 – Tradição, ciência do povo – Perspectiva, S. Paulo, 1971
062 – Ontem
– (maginações) – Ed. Universitária UFRN, 1972
063 – Uma História da Assembléia Legislativa do RN – FJA, 1972
064 – Civilização e cultura
(2 volumes) – MEC/Ed. José Olímpio, 1973
065 – Movimento da independência no RN – FJA, 1973
066 – O Livro das velhas figuras – (6 vol.) – 1, 1974; 2, 1976; 3, 1977; 4, 1978; 5, 1981; 6, 1989 – Inst. Histórico e Geográfico do RN
067 – Prelúdio e fuga do real – FJA, 1974
068 – Religião no povo – Imprensa Universitária, UFPb, 1974
069 – História dos nossos gestos – Ed. Melhoramentos, 1976
070 – O Príncipe Maximiliano no Brasil – Kosmos editora, 1977
071 – Antologia da alimentação no Brasil – Livros Técnicos e Científicos ed., 1977
072 – Três ensaios franceses – FJA, 1977 (do Motivos da Literatura Oral da França no Brasil, Recife, 1964 – Roland, Mereio e Heptameron)
073 – Mouros e Judeus – Depto. de Cultura, Recife, 1978
074 – Superstição no Brasil
– Itatiaia, S. Paulo, 1985

Plaquetes

075 – Da poesia popular narrativa no Brasil – Universidade Nacional do México, 1971
076 – Ás de Vila Diogo – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
077 – Assunto gago – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
078 – Ceca e Meca – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
079 – O morto no Brasil – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
080 – Água do Lima no Capibaribe – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
081 – Visão do Folclore Nordestino – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
082 – Uma nota sobre o cachimbo inglês – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
083 – Folclore nos Autos Camoneanos – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
084 – Divórcio no talher – Museu de Etnografia e História – Junta Distrital do Porto
085 – A cozinha africana no Brasil – Publicações do Museu de Angola, Luanda, 1964
086 – Ancha es Castilla! – Academia de Ciências de Lisboa, 1967
087 – Três notas brasileiras – Junta Distrital de Lisboa, 1970
088 – Conferência (Tricentenário dos Guararapes) – Arquivo Público, Recife, 1949
089 – A função dos arquivos – Arquivo Público Estadual, Recife, 1956
090 – Desplantes – Revista do Arquivo Municipal – S.Paulo
091 – Paróquias do Rio Grande do Norte – Depto. Imprensa, Natal, 1955
092 – A família do Padre Miguelinho – Coleção Mossoroense, 1960
093 – Ateneu Norte-Riograndense – Coleção “Juvenal Lamartine”, Natal, 1961
094 – Breve História do Palácio da Esperança – Depto. Imprensa, Natal, 1961
095 – A vaquejada nordestina e sua origem – FJA, 1976
096 – Mitos brasileiros – Cadernos de Folclore n. 6, MEC, 1976
097 – Paliçadas e gases asfixiantes entre os indígenas da América do Sul – Ed. Biblioteca do Exército, 1961
098 – Versos (Lourival Açucena) – Typ. A República, Natal, 1927
099– A Carnaúba – in Revista Brasileira de Goegrafia, p. 159 – IBGE, 1964
100 – Alexander Von Humboldt – 1969
101 – Natal – (Revista Potyguar), 1939 – Coleção Mossoroense, 199l
102 – Caraúbas, Assu e Santa Cruz – (Revista Potiguar, 1938), Coleção Mossoroense, 1991
103 – Paróquias do Rio Grande do Norte – Depto. Imprensa, 1955 – Coleção Mossoroense, 1992
104 – Três poemas de Walt Whitman – Imprensa Oficial, Recife, 1957 – Coleção Mossoroense, 1992
105 – Mossoró e Moçoró – Coleção Mossoroense, 1991 – Consultando São João – Depto. Imprensa, Natal, 1949
106 – No caminho do avião… Notas de reportagem aérea (1922-1933) – EDUFRN, 2007
107 – A Casa de Cunhaú – Gráfica do Senado, lançamento previsto para 2008.

Mais plaquetes e outras publicações

108 – O mais antigo marco colonial do Brasil – 1934
109 – Intencionalidade no descobrimento do Brasil – Natal, 1935
110 – O homem americano e seus temas – Natal, 1935
111 – Uma interpretação da couvade – São Paulo, 1936
112 – Conversas sobre a hipoteca – São Paulo, 1936
113 – Os índios conheciam a propriedade privada – São Paulo, 1936
114 – O brasão holandês no Rio Grande do Norte – 1936
115 – Notas para a história do Ateneu – Natal, 1937
116 – O marquês de Olinda e o seu tempo – São Paulo, 1938
117 – Peixes no idioma tupi – Rio de Janeiro, 1938
118 – Governo do Rio Grande do Norte – Natal, 1939
119 – Informação de história e etnografia – Recife, 1940
120 – O nome potiguar – Natal, 1940
121 – O povo do Rio Grande do Norte – Natal, 1940
122 – As lendas de Estremoz – Natal, 1940
123 – Fanáticos da serra de João do Vale – Natal, 1941
124 – O presidente parrudo – Natal, 1941
125 – Seis mitos gaúchos – Porto Alegre, 1942
126 – Sociedade Brasileira de Folclore – 1942
127 – Lições etnográficas das Cartas Chilenas – São Paulo, 1943
128 – Antologia do folclore brasileiro – São Paulo, 1944
129 – Os melhores contos populares de Portugal – Rio de Janeiro, 1944
130 – Simultaneidade de ciclos temáticos afro-brasileiros – Porto, 1948
131 – Tricentenário de Guararapes – Recife, 1949
132 – Gorgoncion; estudo sobre amuletos – Madri, 1949
133 – Consultando São João – Natal, 1949
134 – Ermet Mell’Acaia e la consulta degli oracoli – Nápoles, 1949
135 – O folclore nos autos camponeanos – Natal, 1950
136 – Custódias com campainhas – Porto, 1951
137 – Conversa sobre direito internacional público – Natal, 1951
138 – Os velhos estremezes circenses – Porto, 1951
139 – Atirei um limão verde – Porto, 1951
140 – Com Dom Quixote no folclore brasileiro – Rio de Janeiro, 1952
141 – A mais antiga igreja do Seridó – Natal, 1952
142 – O fogo de 40 – Natal, 1952
143 – O poldrinho sertanejo e os filhos do vizir do Egito – Natal, 1952
144 – Tradicion de un cuento brasileño – Caracas, 1952
145 – História da imperatriz Porcina – Lisboa, 1952
146 – A origem da vaquejada do nordeste brasileiro – Porto, 1953
147 – Álguns jogos infantis no Brasil – Porto, 1953
148 – Casa dos surdos – Madri, 1953
149 – Contos de encantamento – 1954
150 – Contos exemplares – 1954
151 – No tempo em que os bichos falavam – 1954
152 – Comendo formigas. Rio de Janeiro – 1954
153 – Os velhos caminhos do Nordeste – Natal, 1954
154 – Cinco temas do Heptameron na literatura oral – Porto, 1954
155 – Pereira da Costa, folclorista – Recife, 1954.
156 – Lembrando Segundo Wanderley – Natal, 1955
157 – Notas sobre a paróquia de Nova Cruz – Natal, 1955
158 – Leges et consuetudines nos costumes nordestinos – Havana, 1955
159 – História do município de Santana do Matos – Natal, 1955
160 – Vida de Pedro Velho – Natal, 1956
161 – Comadre e compadre – Porto, 1956
162 – Tradições populares da pecuária nordestina – Rio de Janeiro, 1956
163 – Universidade e civilização – Natal, 1959
164 – A noiva de arraiolos – Madri, 1960
165 – Temas do Mireio no folclore de Portugal e Brasil – Lisboa, 1960
166 – Conceito sociológico do vizinho – Porto, 1960
167 – Etnografia e direito – Natal, 1961
168 – Grande fabulário de Portugal e Brasil – Lisboa, 1961
169 – Motivos da literatura oral da França no Brasil – Recife, 1964
170 – Prelúdio e fuga – Natal, 1966
171 – Voz de Nessus (inicial de um Dicionário brasileiro de superstições) – Paraíba, 1966
172 – Mouros, franceses e judeus; três presenças no Brasil – Rio de Janeiro, 1967

Outras traduções e anotações

173 – Açucena, Lourival. Versos reunidos. 1920
174 – Montaigne e o índio brasileiro. São Paulo, 1940. Tradução e notas do capítulo ‘Des caniballes’, dos Essais
175 – Koster, Henri. Viagens ao Brasil. São Paulo, 1942. Tradução e notas
176– Viagens ao Nordeste do Brasil – Henry Koster (tradução comentada) Estado de Pernambuco, 1942 e 2ª ed. 1978
177 – Harrt, Charles Frederick. Os mitos amazônicos da tartaruga. 1952
178 – Romero, Sílvio. Cantos populares do Brasil. Rio de Janeiro, 1954. Introdução e notas.
179 – Romero, Sílvio. Cantos populares do Brasil. 2
180 – Barbosa, Domingos Caldas. Poesia. 1958
181 – Nobre, Antônio. Poesia. 1959
182 – Melo Moraes Filho. Festas e tradições populares do Brasil. Belo Horizonte, 1979. Revisão e notas
183 – Melo Moraes Filho. Os ciganos e cancioneiro dos ciganos. Belo Horizonte, 1981. Revisão e notas.

Inéditos

184 – História da literatura norte-riograndense
185 – História do município do Ceará-Mirim
186 – História do Rio Grande do Norte para as escolas
187 – História da carnaúba
188 – Nomes de ruas e praças da cidade do Natal
189 – O livro dos patronos
190 – Brazilian Folk-lore
191 – J. Poranduba Amazonense, de Barbosa Rodrigues
192 – Mitologia indígena do Amazonas, de Charles Frederick Hartt

Livros SOBRE Câmara Cascudo

01 – Viagem ao Universo de Câmara Cascudo – Américo de Oliveira Costa, 1969
02 – Luís da Câmara Cascudo: cinquenta anos de vida intelectual; 1918-1968; bibliografia anotada – Zila Memede, 1970
03 – Uma Câmara vê Cascudo – Carlos Lyra
04 – Luís da Câmara Cascudo – Sua Vida e Sua Obra. Homenagem do Instituto Histórico e Geográfico do RN. Ed. Pongetti, 1969
05 – Mensagens de Câmara Cascudo e Cosme Lemos – Volume I – Thadeu Villar de Lemos. Pongetti Rio de Janeiro, 1972
06 – Câmara Cascudo – um brasileiro feliz – Diógenes da Cunha Lima, 1978 (1a edição), 1993 (2a edição), 1998 (3a edição)
07 – De como Câmara Cascudo se tornou um autor consagrado – Sônia Maria Fernandes Ferreira Clima, 1986
08 – Luís da Câmara Cascudo e a Batalha da Cultura – Raimundo Soares de Brito. Coleção Mossoroense Mossoró, 1986
09 – I Painel sobre Vida e Obra de Câmara Cascudo – Romildo Teixeira de Azevedo .Centro Norte-Riograndense, Brasília/DF, 1988
10 – Saturnino, Cascudo e o Clube dos Inocentes – José Melquíades de Macedo, 1992
11 – Lembranças do meu avô – Newton Cascudo Roberti Leite. Coleção Mossoroense – Série C – Volume 795, 1992
12 – Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo – Veríssimo de Melo (Organização). Villa Rica, Belo Horizonte, 1991
13 – Modernismo – Anos 20 no Rio Grande do Norte – Humberto Hermenegildo de Araújo. EDUFRN, 1995
14 – Luís da Câmara Cascudo – Bibliografia comentada; 1968-1995 – Vânia Gicco, 1996
15 – Asas de Sófia – Ensaios Cascudianos – Humberto Hermenegildo de Araújo. Fiern, Sesi, Senai, Iel, Natal/RN, 1998
16 – O Mundo Vivo de Cascudo – Maria de Fátima F. Pimentel. Flama Editora, Natal/RN, 1998
17 – A presença de Câmara Cascudo em Goiás – Seleção e organização de Getúlio Araújo, 1998
18 – Câmara Cascudo – Um Homem Chamado Brasil – Gildson Oliveira. Editora Brasília Jurídica, 1998
19 – As Plantas do Catimbó em Meleagro de Luís da Câmara Cascudo – Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo. Humanitas/FFLCH/USP São Paulo, 1999
20 – Cascudo – Mestre do Folclore Brasileiro – Djalma Maranhão. Sebo Vermelho, 3ª.edição, Natal/RN, 1999
21 – Jasmins do Sobradinho – Cartas de Luís da Câmara Cascudo a João Lyra Filho – Roberto da Silva (org.). Sebo Vermelho Edições , 2000
22 – Presença do Folclorista Câmara Cascudo na Literatura de Cordel – Gutemberg Costa Fundação. Capitania das Artes, Natal/RN, 2000
23 – Rascunhos de História – Estudos sobre Câmara Cascudo e Afonso Arinos de Melo Franco – No. 11 – Diversos PUC-Rio, Depto. de História Rio de Janeiro/RJ, 2001
24 – Luis, toujours lui – Cartas de Câmara Cascudo a Bernard Alléguède – Roberto da Silva (Organização). Sebo Vermelho, Natal/RN, 2002
25 – Dicionário Crítico Câmara Cascudo – Marcos Silva (organizador). Ed. Perspectiva São Paulo/SP, 2003
26 – O Colecionador de Crepúsculos – Anna Maria Cascudo Barreto. Gráfica do Senado, Brasília/DF, 2003
27 – Câmara Cascudo em Portugal – Francisco Fernandes Marinho. Sebo Vermelho, Edições Natal/RN, 2004
28 – Cascudo – Guardião de nossas tradições – Isaura Amélia Rosado Maia (Organização). Coleção Mossoroense, 2004
29 – Flama Serena – Cartas de Luís da Câmara Cascudo a João Lyra Filho – Roberto da Silva (organizador). Sebo Vermelho Edições, 2005
30 – Crônicas de Origem – A cidade de Natal nas crônicas cascudianas dos anos 20 – Raimundo Arrais (Organização). EDUFRN, 2005
31 – De Cascudo para Oswaldo – Oswaldo Lamartine de Faria (organizador). Sebo Vermelho, Edições Natal/RN, 2005
32 – Leituras sobre Câmara Cascudo – Humberto Hermenegildo de Araújo. Idéia, João Pessoa, 2006
33 – Luís da Câmara Cascudo e a questão urbana em Natal – Pedro de Lima. EDUFRN, 2006
34 – Câmara Cascudo – 20 anos de encantamento – Daliana Cascudo (Organização). EDUFRN, 2007
35 – Câmara Cascudo, Dona Nazaré de Souza & Cia. (Guerras do Alecrim) – Marcos Silva, EDUFRN, 2007
36 – Câmara Cascudo: o que é folclore, lenda, mito e a presença lendária dos holandeses no Brasil – André Valério Sales. Ed. Universitária UFPB, 2007
37 – Câmara Cascudo: sua teoria folclórica, o método de pesquisa e sua relação política com as classes populares – André Valério Sales. Ed. Universitária UFPB, 2007
38 – Palavras que silenciam: Câmara Cascudo e o regionalismo-tradicionalista nordestino – Francisco Firmino Sales Neto. Ed. Universitária UFPB, 2008

Outros

01 – Arte e rituais do fazer, do servir e do comer no Rio Grande do Norte – Uma homenagem a Câmara Cascudo. Senac, 2007

http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/index2.htm

    Lendas Brasileiras
    Câmara Cascudo

Ilustração de Martha Pawlowna Schidrowitz

A lenda da Iara

Deitada sobre a branca areia do igarapé, brincando com os matupiris, que lhe passam sobre o corpo meio oculto pela corrente que se dirige para o igapó, uma linda tapuia canta à sombra dos jauaris, sacudindo os longos e negros cabelos, tão negros como seus grandes olhos.

As flores lilases do mururé formam uma grinalda sobre sua fronde que faz sobressair o sorriso provocador que ondula os lábios finos e rosados.

Canta, cantando o exílio, que os ecos repetem pela floresta, e que, quando chega a noite, ressoam nas águas do gigante dos rios.

Cai a noite, as rosas e os jasmins saem dos cornos dourados e se espalham pelo horizonte, e ela canta e canta sempre; porém o moço tapuio que passa não se anima a procurar a fonte do igarapé.

Ela canta e ele ouve; porém, comovido, foge repetindo: – “É bela, porém é a morte… é a Iara”.

Uma vez a piracema arrastou-o para longe, a noite o surpreendeu… o lago é grande, os igarapés se cruzam, ele os segue, ora manejando o apucuitaua com uma mão firme, ora impelindo a montaria, apoiando-se nos troncos das árvores, e assim atravessa a floresta, o igapó e o murizal.

De repente um canto o surpreende, uma cabeça sai fora d’água, seu sorriso e sua beleza o ofuscam, ele a contempla, deixa cair o iacumá, e esquece assim também o tejupar; não presta atenção senão ao bater de seu coração, e engolfado em seus pensamentos, deixa a montaria ir de bubuia, não despertando senão quando sentiu sobre a fonte a brisa fresca do Amazonas.

Despertou muito tarde, a tristeza apoderou-se da sua alegria, o tejupar faz seu martírio, a família é uma opressão, as águas, só as águas, o chamam, só a solidão dos igarapés o encanta.

“Iara hu piciana!” Foi pegado pela Iara. Todos os dias, quando a aurora com suas vestes roçagantes percorre o nascente, saudada pelos iapis que cantam nas samaumeiras, encontra sempre uma montaria com a sua vela escura tinta de muruchi, que se dirige para o igarapé, conduzindo o pescador tapuio desejoso de ouvir o canto do aracuã. Para passar o tempo procura o boiadouro de iurará, porém a sararaca lhe cai da mão e o muirapara se encosta. As horas passam-se entregue aos seus pensares, enquanto a montaria vai de bubuia.

O acarequissaua está branco, porém o aracuã ainda não cantou. A tristeza desaparece; a alegria volta, porque o Sol já se encobre atrás das embauleiras da longínqua margem do Amazonas; é a hora da Iara.

Vai remando docemente; a capiuara que sai da canarana o sobressalta; a jaçanã que voa do periantã lhe dá esperanças, que o pirarucu que sobrenada o engana.

De repente um canto o perturba; é a Iara que se queixa da frieza do tapuio.

Deixa cair o remo; Iara apareceu-lhe encantadora como nunca o esteve.

O coração salta-lhe no peito, porém a recomendação de sua mãe veio-lhe à memória: “Taíra não te deixes seduzir pela Iara, foge de seus braços, ela é munusaua”.

O aracuã não cantava mais, e do fundo da floresta saía a risada estrídula do jurutaí.

A noite cobre o espaço, e mais triste do que nunca volta o tapuio em luta com o coração e com os conselhos maternos.

Assim passam-se os dias, já fugindo dos amigos e deixando a pesca em abandono.

Uma vez viram descer uma montaria de bubuia pelo Amazonas, solitária porque o pirassara tinha-se deixado seduzir pelos cantos da Iara.

Mais tarde apareceu num matupá um teonguera, tendo nos lábios sinais recentes dos beijos da Iara.

Estavam dilacerados pelos dentes das piranhas.

http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/iara.htm

  1. #1 by riachaotavacantando on March 17, 2011 - 4:14 am

    Albano Neves e Sousa -1921 a 1995

    Angola

    Angola es mi suerte y mi castigo
    Yo soy blanco y porque no puedo
    Nunca cambiar el color y condición
    Pero que tiene color es tu corazón?
    Ser africano no es cuestión de color.
    Te sentido, la vocación, tal vez el amor.
    No es cuestión, ni siquiera de los oidos,
    De la lengua, las costumbres o las formas …

    La cuestión es desde dentro, se siente
    E semejanza de otras tierras,
    Lejos de los conflictos y las guerras.
    Reunión en la distancia el olvido.

    (Neves e Sousa 1979)

    http://africanegra.multiply.com/photos/album/104/ALBANO_NEVES_E_SOUSA

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